Marketing e Design: Além dos Eventos e do Photoshop


Inspirado por um post que vi no Facebook que, ao meu ver, ilustra bem a residual “marginalização” que os profissionais de design e de marketing ainda sofrem, escrevi esse artigo.

O referido post dizia que design não são apenas os botões do Photoshop. Sim, design tem uma função muito mais ampla no seu escopo etimológico. Design pode ser entendido como “desígnio”, algo que está muito mais ligado à junção da forma e da função, do planejamento, organização mental e geração criativa de ideias, visando soluções para as diversas áreas do conhecimento, não apenas para a decoração ou o design gráfico. Exemplo dessa linha de pensamento, é o design thinking, uma forma mais orgânica de se encontrar soluções criativas para projetos que atendem às mais variadas necessidades, desde a identificação do correto posicionamento de uma marca até a inovação de grandes indústrias ou empresas globais.

Na mesma linha de práticas equivocadas, o marketing é alvo de confusões aterradoras, como sugerem algumas empresas e profissionais que se dizem de marketing, mas que, no entanto, são meros organizadores de eventos internos, como festas de final de ano, cartões de aniversário para funcionários, organização de buffets etc, muita vezes fazendo as vezes do próprio RH ou até serviços gerais. E este cenário não se aplica apenas às pequenas empresas, já tive a oportunidade de presenciar verdadeiros absurdos em grandes empresas, de nível nacional e regional, nestes mais de 16 anos de carreira.

Há tantas distorções no mundo das profissões, sobretudo, aquelas com muitos estrangeirismos, que dia desses, ofereceram uma vaga na área de marketing em uma empresa local. A função descrita: organizar eventos para funcionários, comunicação interna, mural, festa de fim de ano, e por aí vai… Sem desmerecer quem o faça, pois já o fiz também enquanto assistente em eventos, logo no início da minha carreira, mas um profissional de marketing deve se ater em pensar estrategicamente e não apenas executar. O profissional deve promover e praticar a gestão criativa da inovação, a avaliação e a gestão de indicadores comerciais, pesquisas, relações com o mercado, branding e posicionamento estratégico da marca, avaliação e aprimoramento da experiência do cliente, por meio do capital humano alinhado às doutrinas da empresa, como sua missão e valores, além de ser ativista da formação de um ambiente de marketing receptivo e gerador de ideias que possam dinamizar, ao fim do processo de entrega de valor, a relação excelente entre produtos, serviços e clientes. Em suma, marketing não se detém apenas a um departamento, mas oscila de forma sinérgica entre todos os departamentos, do Financeiro à Logística, do Compras à Vendas, da Contabilidade ao RH, da Diretoria à agência de publicidade, dos canais internos de comunicação aos veículos de comunicação.

Luciano Ishi Porto
Especialista em Marketing | Designer Gráfico | Administrador

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