Copa: Quem não Faz Toma


As expectativas eram de uma Copa muito complicada em função das manifestações e da não entrega da maior parte da infraestrutura prometida para mobilidade urbana, além de obras que promoveriam a melhoria da qualidade de vida, especialmente das cidades que sediam os jogos. De fato, essas preocupações se esvaziaram rapidamente após o início do evento.

Se há um lado negativo de um evento como a Copa do Mundo?! Creio que essa é uma pergunta que não deve ser respondida apenas com um olhar crítico de quem vive ou presencia nossas mazelas sociais, políticas e econômicas, até porque a Copa e as Olimpíadas são mais do que eventos, são acontecimentos mundiais. Acredito que o problema não é, de fato, realizar grandes eventos no Brasil. A questão não é o quê, mas sim, como e por quê. Como realizar e oportunizar a incrível visibilidade gerada por esses eventos requer visão e, mais do que isso, competência. Nesse quesito, infelizmente, nos perdemos no meio do caminho entre a política, o fisiologismo, entre a corrupção e a nossa evidente inabilidade em planejar e realizar, além da excessiva burocracia de órgãos de controle e fiscalização, donos de um rigor que não se sabe, benéfico contra a corrupção ou, pelo contrário, favorável, pois tudo na terra do “jeitinho” brasileiro fica para a última hora, e tudo que é urgente, abre brechas.

Sob o ponto de vista mercadológico, as grandes marcas correram um risco proporcional aos milhões investidos. As expectativas de consumo durante o período da Copa podem talvez não se realizem e tornem-se um legado negativo para milhões de empresários e comerciantes do País, afinal, sem ações e promoções que possam reverter a tendência de fuga da clientela em muitos segmentos de consumo durante o mês da Copa, a queda é esperada no movimento e na intenção de compras, à exceção de bebidas, petiscos, fantasias, adereços e bandeiras.

A LeadPix Survey realizou uma pesquisa que mostra petiscos e bebidas liderando a intenção de compras durante as partidas com 48%. Outro aspecto importante é que o brasileiro pretende assistir aos jogos em casa com 77% das intenções, seguido de 11% no trabalho e 11% em bares e restaurantes. Perguntados sobre o que deixarão de fazer durante os dias de jogos, 24% disseram deixar de ir à academia e praticar esportes, 21%  ir ao supermercado, 14% ir ao shopping, e 7% ao cinema. Portanto, se você não quer ficar de escanteio e ficar com a bola toda, realize ações, promoções e mídia. Ainda dá tempo! Lembre-se, “quem não faz, toma…”

Fonte de dados: LeadPix Survey e Mundo do Marketing

Luciano Ishi Porto
Especialista em Marketing
Designer Gráfico

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